Onde estão as moedas - Joan Garriga
- Elaine Romano
- 16 de fev. de 2017
- 1 min de leitura

"Existem dois discursos que explicam os principais obstáculos que esse movimento amoroso natural e espontâneo encontra para fluir até nossos antecessores.
O primeiro deles nos revela que temos problemas porque não fomos bem (ou suficientemente) queridos como filhos. Em contraste, e complementarmente, o segundo defende que o conflito está em amar de maneira infantil, cega e mágica, algo que nos leva a nos envolver de maneira trágica com o destino e as dificuldades daqueles que formam parte de nossa rede de vínculos, sejam os pais ou a família em sentido mais amplo.
Em relação ao primeiro, gosto de dizer, em meus cursos e workshops, que o importante não é tanto o fato de que não nos tenham desejado ou não nos tenham querido suficientemente bem (a percepção de ser amado ou não é muito variável e subjetiva), mas se seguimos amando ou não. O mal-estar, a angústia, o inferno, a queda, ou como queira chamar isso, não se refere tanto ao fato de não termos recebido o amor de fora, mas à falta de amor em relação aos outros que temos dentro de nós."
Joan Garriga em
"Onde estão as moedas"